Como calcular piso e porcelanato corretamente
O cálculo do piso parece simples — basta multiplicar comprimento por largura — mas tem dois detalhes que separam quem economiza de quem volta na loja: a margem de perda e o arredondamento por caixa.
1. Calcule a área do ambiente
Multiplique comprimento × largura. Se o ambiente tem recortes (banheiros com nichos, cozinhas em L), divida em retângulos, calcule cada um e some.
2. Adicione a perda
Toda obra de revestimento tem perda por corte e quebra. Os percentuais padrão da construção civil são:
- 10% — Assentamento reto, ambientes regulares
- 15% — Assentamento diagonal (45°) ou ambientes com muitos recortes
- 20% — Paginações complexas (espinha de peixe, hexagonal, mosaicos)
Não diminua essa margem para "economizar". Se faltar 1m² no final, você pode ficar sem encontrar o mesmo lote.
3. Arredonde para cima por caixa
Você só pode comprar caixas inteiras. Se o cálculo dá 8,3 caixas, você compra 9. Aceite o arredondamento — ele protege contra surpresas.
Tipos de piso e quando usar
- Porcelanato: mais resistente, baixa absorção de água. Ideal para áreas externas, garagens e ambientes molhados.
- Cerâmica: mais barata, boa para áreas internas secas (quartos, salas). Verifique o PEI.
- Piso vinílico (LVT): instalação rápida, conforto térmico. Não use em áreas molhadas.
- Laminado: aspecto de madeira, custo intermediário. Não pode molhar.
O que é PEI?
PEI (Porcelain Enamel Institute) classifica a resistência ao desgaste do piso, de 1 a 5. Para áreas residenciais o ideal é PEI 3 ou 4. Áreas comerciais de alto tráfego pedem PEI 5.
Erros comuns ao comprar piso
Comprar lotes diferentes. Procure sempre o mesmo lote, tom e calibre. Está impresso na caixa.
Esquecer da junta. A junta entre peças (3-5mm) é normal e absorve dilatação. Não tente eliminar.
Não comprar 1 caixa extra para reserva. Daqui 5 anos, se quebrar uma peça, você não vai encontrar o mesmo lote.